Dívida do Grêmio teve aumento assustador nos últimos anos; saiba mais
A dívida do Grêmio cresceu R$ 220 milhões nos últimos três anos, segundo dados divulgados pela gestão Alberto Guerra em conjunto com informações da administração anterior, liderada por Romildo Bolzan Junior. Com isso, a dívida total do clube gaúcho, somando os valores deixados pela gestão anterior e os novos débitos, alcança R$ 377 milhões, valor sujeito a acréscimos de juros e correção monetária.
Esse aumento é resultado de três principais fontes: endividamento bancário, dívidas fiscais (como parcelamento de tributos) e dívidas com terceiros. Especificamente, em “dívidas com terceiros”, o clube deve R$ 143,7 milhões a empresários como Celso Rigo e Marcelo Marques. Deste montante, R$ 63 milhões referentes à última janela de contratações devem ser pagos ao longo de 60 anos em parcelas “suaves” de R$ 1,05 milhão por ano, sem juros.
Além disso, o Grêmio ainda precisa quitar R$ 123,7 milhões a outros clubes pela contratação de jogadores, valor que não está incluso no cálculo da dívida total da atual gestão. Por outro lado, o clube possui cerca de R$ 80 milhões a receber pela venda de atletas, uma receita que pode ajudar a reduzir o passivo.
De acordo com o vice-presidente Fábio Floriani, o valor do aumento da dívida corresponde quase ao montante investido em contratações nos últimos três anos, aproximadamente R$ 230 milhões. Na sua visão, quando o clube assumiu, o elenco era considerado insuficiente, com poucos ativos de valor de mercado; atualmente, há muitos jogadores valorizados e um time competitivo. Segundo Floriani, a venda de dois ou três atletas poderia pagar metade da dívida acumulada.
Outra relevância da gestão atual é a antecipação de R$ 62 milhões em receitas provenientes de direitos de imagem, verba que não entra como dívida, pois não terá que ser paga futuramente. O Grêmio também não antecipou receitas publicitárias da patrocinadora Alfa.
O presidente Alberto Guerra destacou que, apesar das críticas ao endividamento, a dívida do Grêmio é uma das menores entre os grandes clubes da Série A, citando como comparação o Palmeiras, que possui uma dívida maior por também ter investido bastante em jogadores. Ele enfatiza que os ativos atuais do clube suportam o passivo com folga, mesmo diante do aumento da dívida nos últimos anos, demonstrando um equilíbrio financeiro relativo para continuar investindo no futebol.