Tudo que sabemos sobre o futuro do antigo estádio do Grêmio

O Estádio Olímpico, símbolo histórico das glórias do Grêmio, completa 71 anos na próxima sexta-feira (19) e está mais próximo do que nunca de sua demolição total. O lendário estádio, que foi palco de conquistas memoráveis como a Libertadores, a Copa do Brasil e o Brasileirão, vive agora seus últimos capítulos, com a decisão sobre seu fim prestes a ser oficializada.

O desfecho dessa longa história ganha força após a recente compra da gestão da Arena do Grêmio, em julho de 2025, pelo empresário Marcelo Marques. Ele adquiriu dois terços da dívida que havia sido o principal entrave para a troca de chaves entre o Olímpico e a Arena, operação planejada inicialmente para 2013, mas que foi travada pela condição judicial da Arena como garantia de financiamento.

Marcelo Marques investiu R$ 80 milhões na dívida, enquanto o Grêmio pagou outros R$ 20 milhões, transformando-se em credores que não têm interesse em acionar judicialmente o débito. Com esse movimento, a penhora da Arena foi retirada, viabilizando a permuta das propriedades e a incorporação definitiva da Arena ao patrimônio gremista.

Próximos passos para o futuro do antigo estádio do Grêmio

O próximo passo será entregar o Estádio Olímpico às empresas construtoras OAS 26 e Karagounis, esta última vinculada à Caixa Econômica Federal. A expectativa é que, até o final de 2025, todo o processo seja concluído, libertando o clube das burocracias que se arrastam há mais de uma década.

Como parte das negociações, ainda há discussões sobre responsabilidades para obras de infraestrutura no entorno da Arena e questões relativas ao Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), que o Grêmio tenta isentar com base em legislação da Copa de 2014. Possivelmente, parte do terreno do Olímpico será usada como contrapartida, negociada com a Prefeitura de Porto Alegre, que acompanha o processo com a intenção de garantir benefícios coletivos para a cidade.

Enquanto o futuro do Olímpico é decidido, o estádio permanece fechado, com árvores tomando conta do gramado e servindo de área para treinamentos de forças de segurança pública como Brigada Militar, Bombeiros e Polícia Civil, monitorado por segurança privada. A previsão para a área após a demolição é o desenvolvimento de empreendimentos residenciais. Entretanto, as empresas detentoras do imóvel ainda precisam firmar parcerias com construtoras para viabilizar financeiramente os investimentos necessários.

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