Adeus ao Inter rendeu desabafo de volante: ‘Faltou respeito’

Wellington Martins, que hoje atua como investidor, mantém vivo o orgulho pela carreira que construiu como volante em grandes clubes como São Paulo, Internacional, Vasco, Fluminense e Athletico-PR. Entretanto, um episódio marcante em sua trajetória foi o escândalo de doping em 2015, quando defendia o Internacional, que ainda deixa uma marca difícil de superar, principalmente pela postura da diretoria da época, que ele classificou como tendo “caráter duvidoso”.

O episódio aconteceu há 10 anos, quando Wellington e Nilton foram flagrados em exames antidoping e inicialmente suspensos de forma preventiva. Posteriormente, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) aplicou uma punição de cinco meses a ambos. Wellington relembra com tristeza o impacto da notícia, enfatizando o desconforto gerado pela falta de apoio do clube. Eles foram abordados por advogados desconhecidos e, em pouco tempo, perderam o acesso ao Centro de Treinamento. Ele se surpreendeu ainda mais pelo fato da mesma substância ter sido encontrada nos dois atletas, algo inusitado, e sentiu que o clube não assumiu a responsabilidade que esperava.

Ex-volante ficou decepcionado com postura da diretoria do Inter

A maior decepção, para Wellington, foi a postura da diretoria do Internacional da época, especialmente do então presidente Vitorio Piffero e do vice de futebol Carlos Pellegrini. Ele esperava apoio, mas se sentiu abandonado. Apesar de algumas promessas, reuniões marcadas não aconteceram e o presidente sequer o procurou para conversar.

Wellington deixa claro que separa o clube dos gestores daquele período, uma vez que aqueles responsáveis já foram condenados por irregularidades, embora processos relacionados a Pellegrini tenham sido anulados. Ele afirma não ter tido conhecimento sobre os desmandos administrativos à época.

Após o episódio, Wellington, que estava emprestado pelo São Paulo, foi impedido de treinar com o Internacional e retornou à capital paulista para ficar próximo da família. Para manter a forma, treinou por conta própria com um preparador físico em praça pública. Em 2016, pôde voltar a jogar normalmente pelo São Paulo após o cumprimento da suspensão, mas ainda carregava a sensação de injustiça por pagar por algo que não havia feito.

Apesar da decepção com a gestão da diretoria, Wellington não guarda mágoas do Internacional. Ele valoriza as conquistas que teve no clube, como o título do Campeonato Gaúcho e a vitória no clássico Gre-Nal 402, além de ter construído relações de respeito com companheiros como Dida, Juan, Nilmar e D’Alessandro. Esse carinho é reforçado sempre que retorna ao Beira-Rio, onde é bem recebido pelos funcionários, principalmente depois de conquistar a Copa do Brasil pelo Athletico-PR em 2019.

Na atualidade, Wellington segue a carreira no futebol às vezes com indefinição sobre a aposentadoria aos 34 anos, tendo passado também por Avaí e Goiás. Em 2025, foi anunciado como reforço do Noroeste, mas acabou não atuando por motivos pessoais. Paralelamente, ele investe em negócios imobiliários e no setor de fibra ótica, com investimentos em Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro e planos para Porto Alegre, demonstrando uma transição planejada para a vida pós-futebol.

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