Inter avalia modelos para se tornar SAF sem perder sua identidade
Mesmo diante de um cenário cada vez mais competitivo no futebol brasileiro, o Inter evita decisões apressadas sobre virar clube-empresa. A diretoria segue debatendo, com calma e de forma estratégica, a possibilidade de adotar o modelo SAF, mas busca alternativas que preservem os princípios históricos e culturais que definem o clube.
Embora o assunto esteja em discussão interna há cerca de três anos, a pauta ganhou novo ponto depois que o Conselho Deliberativo rejeitou, em dezembro de 2024, a proposta de emissão de debêntures. Com a frustração desse projeto, voltou à mesa a necessidade de encontrar soluções financeiras mais robustas, o clube acumula uma dívida superior a R$ 378 milhões.
O vice-presidente Dalton Schmitt Jr. afirma que o Inter não tem planos de entregar o controle do futebol a um investidor majoritário. A ideia é encontrar um modelo em que haja aporte externo por meio de cotas minoritárias, com regras claras e limites bem definidos. “A gente não precisa ter um dono”, resumiu ele em entrevista ao ‘ge.globo’ e ao ‘Zero Hora’.
Inter não se pressiona com passos dos rivais
Como parte dos próximos passos, o Inter pretende contratar uma consultoria especializada para analisar caminhos possíveis e apontar modelos sustentáveis. A expectativa é iniciar esse trabalho técnico ainda no segundo semestre e concluir o estudo até o fim do ano. “Não podemos demorar muito. Precisamos ter uma visão clara das alternativas antes que o mercado avance e nos ultrapasse”, alertou Schmitt.
O clube também reforça que nenhuma decisão será tomada de forma isolada. O Conselho Deliberativo será envolvido em todo o processo, garantindo debate amplo e legitimidade à eventual mudança de rumo. A pressão por uma nova estrutura financeira vem também do desempenho dos concorrentes, aumentando o desejo de títulos por parte da torcida.