Ex-Inter detonou o clube após notícia sobre demissões
O ex-jogador e ex-gerente de futebol do Internacional, Magrão, voltou a se destacar nos debates do futebol gaúcho com declarações contundentes sobre a gestão do clube, especialmente após a polêmica envolvendo o uso de papel picado no Beira-Rio durante o jogo contra o Flamengo pela Libertadores. Em participação no programa Riscado, do canal Porto Alegre 24 Horas no YouTube, Magrão criticou a forma como o clube lidou com as demissões de dois funcionários, apontando que a responsabilidade não poderia recair apenas sobre eles.
Magrão questionou a autonomia dos demitidos para tomar uma decisão de tamanha magnitude sem respaldo ou ordem de instâncias superiores: “Dois funcionários foram demitidos. Mas acham que os funcionários tiveram autonomia para fazer aquilo, para ter aquela ideia, para apertar o botãozinho e fazer aquilo tudo? Lógico, a cabeça de alguém tinha que cair. E cai sempre no mais fraco. Foi o que aconteceu agora. É inadmissível”, afirmou.
Ex-Inter fez outras críticas ao clube
Além disso, o ex-volante levantou críticas à estrutura política do Internacional, evidenciando a existência de um número excessivo de vice-presidentes (cerca de 30), o que, segundo ele, dificulta identificar quem de fato toma as decisões estratégicas no clube. “É cheio de gente mandando. Mas quem mandou fazer isso foi dois funcionários?”, questionou Magrão, ressaltando o que considera uma gestão fragmentada e pouco transparente.
As declarações de Magrão repercutiram fortemente nas redes sociais, com torcedores e comentaristas concordando que a governança do Internacional enfrenta problemas graves decorrentes dessa excessiva divisão de poder e da repentina transferência de culpa para os mais vulneráveis em momentos de crise.