Grêmio definiu valor para negociar Villasanti e surpreendeu geral
Com o mercado europeu atento, o Grêmio definiu um preço elevado para seu volante paraguaio Mathías Villasanti, considerado o motor do meio-campo tricolor. A diretoria estipulou que só abrirá negociações a partir de € 12 milhões, podendo chegar a € 17 milhões. Esse valor está muito acima da avaliação de cerca de € 6 milhões no Transfermarkt, refletindo a importância estratégica do jogador, que renovou contrato até 2029 e exerce papel de capitão e líder dentro do time.
O valor pedido pelo Grêmio não se limita a uma simples análise financeira. O clube está vendendo um jogador que representa liderança, regularidade e segurança contratual. Villasanti não é apenas um volante comum, é um pilar que dita ritmo e intensidade, e sua saída representaria um alto custo para reposição, tanto pela dificuldade de encontrar alguém com perfil semelhante quanto pelo impacto no elenco.
Grêmio faz balanço entre valor e importância de Villasanti
A diretoria tem pela frente a decisão entre aproveitar o auge de valorização de Villasanti, hoje com 28 anos, e garantir um retorno financeiro robusto na próxima janela de janeiro/julho de 2026, ou manter o jogador para fortalecer a equipe rumo aos próximos desafios, apostando em uma valorização adicional por meio de títulos ou participações em seleções. Vender agora traz entrada garantida de caixa, mas demanda investimento arriscado para repor a liderança no meio-campo; segurar pode acarretar riscos como lesões ou queda no desempenho, além da natural desvalorização com a idade.
Para equilibrar riscos, o Grêmio pode aceitar um valor fixo menor (entre € 12 e 14 milhões) e garantir um percentual significativo (30% a 50%) sobre uma futura transferência do jogador, a chamada cláusula de sell-on. Essa estratégia protege os cofres do clube no curto prazo e mantém a chance de ganho na próxima negociação.