Presidente do Inter abriu o jogo sobre pedido de afastamento
O presidente do Internacional, Alessandro Barcellos, rebateu o movimento de sócios que pede sua saída antecipada do cargo, cujo mandato vai até o fim de 2026, afirmando não ter recebido formalmente o abaixo-assinado com mais de 2,2 mil assinaturas e garantindo enfrentar qualquer iniciativa legal pelo estatuto do clube. Ele alertou para riscos de insegurança política, questionando a estabilidade gerada por processos a cada resultado ruim, em meio a pressões pós-rebaixamento evitado no Brasileirão 2025.
“Não tive acesso a essa informação, mas se estiver dentro das regras do jogo, terá que ser enfrentada com as regras do jogo. Qualquer movimento que seja feito tem que ter embasamento legal e formal. Senão, você vai colocar o clube em uma insegurança política para sempre, porque toda vez que tiver um resultado ruim, você vai fazer um processo e aí qual é a estabilidade que você cria, política e jurídica, para um clube do tamanho do Internacional?”, disse o presidente.
O estatuto prevê três saídas prematuras: impeachment (não aplicável), renúncia ou pedido protocolado por sócio com 1.065 assinaturas mínimas, que segue para análise do Conselho Deliberativo e possível assembleia geral de votação direta pelos associados. O movimento atingiu o quórum, mas sem formalização oficial até o momento. Em caso de afastamento, uma nova eleição ocorre em 30 dias pelo Conselho, com mandato remanescente.
Presidente do Inter descarta renunciar cargo
Barcellos descartou renúncia, defendendo transição estável em ano de reformulação do futebol, com eleições previstas em 10 meses, e criticou petições abertas a não-sócios com dados falsos. A pressão, iniciada na sexta-feira por um associado, complica negociações por um novo treinador e reflete desgaste após orçamento apertado e atrasos financeiros.
“É possível se fazer uma transição conturbada num ano difícil de remobilização do departamento de futebol? Eu acho que não. Nós vamos mais ganhar com um debate que pode se estender seis, sete meses, onde a eleição está daqui a 10 meses? Eu acho que não”, cravou o presidente.
O episódio agrava tensões internas, com a petição viralizando em redes e críticas à gestão por instabilidades como demissões e dívidas, enquanto Barcellos prioriza o planejamento para 2026.